Welcome to NovelX

An AI-powered creative writing platform for adults.

By entering, you confirm you are 18 years or older and agree to our Terms & Conditions.

O Favor
Reading from

O Favor

5 chapters • 0 views
Chapter 5
5
Chapter 5 of 5

Chapter 5

Era de manhã quando acordei e ele já não estava fui tomar um banho e quando voltei a Rose já estava arrumando a cama quando olhou para os lençóis ela deu um sorriso, logo fui tomar café da manhã, a senhora Lyn não parava de me encarar e o Rafael não tinha algo estranho de repente ele se levantou e disse que ia para a empresa, eu perguntei quanto é q eu voltaria a trabalhar Rafael me olhou e disse que não ia voltar , eu não aceitei e disse que eu não fazia nada na casa além das aulas de etiquetas, e ler livros, eu quero ficar aqui, e ele fui embora, eu terminei mas a senhora Lyn me perguntou,VC parece ótima, a noite fui agradável, VCS fizeram muito barulho, eu fiquei envergonhada, e pedi desculpa, ela disse não se preocupe, logo vocês teriam q fazer isso, eu me levantei e fui embora, o tempo passou e logo já estava dormindo, ele não veio seu mentiroso, pela manhã encontrei um bilhete, ele veio deixar isso, lá dizia, desculpa por ontem, eu fiquei furiosa e deitei o bilhete não chão, me levantei tomei um banho rápido e chamei a Rose pedi para trazer o café da manhã no quarto, quando ela chegou eu perguntei se Rafael estava tomando café da manhã ela disse que não ele saiu muito cedo e só passou pelo seu quarto, duas semanas e eu não via ele, uma tarde eu Tava tendo aulas de natação e o professor tocou na minha cintura e pediu para eu fazer uns movimentos , eu não sei onde Rafael saiu só ouvi ele disse, tira suas mãos da minha esposa, o professor não entendeu e disse tirando a mão, desculpa senhor é só uma aula, Rafa diz , está despedido, ele pediu desculpas de novo e saiu, eu não me contive e perguntei oq ele estava fazendo ele diz, oq deveria fazer, eu tô e fui embora vi pelo espelho q ele não parava de olhar na minha bunda grande, cheguei no quarto a resmungar e meu telefone toca era meu irmão, e uma alegria veio eu me contou como as coisas estavam muito bem e isso era a única coisa que me mantinha nessa casa meu irmão, já era noite e Rose já tinha ido embora também e claro eu tranquei a porta, por ele ser um imbecil, ouvi batidas na porta e claro era ele, ele pediu para entrar eu disse que não ia deixar para ele ir embora, e insistia e logo abri eu estava furiosa ele não pediu e só entrou e fechou a porta, eu não esperava por ele, mas a roupa que eu estava usando o deixaria louco, eu notei, ele perguntou quem contratou aquele homem, eu disse que era eu , ele perguntou o pq eu não respondi e antes que a gente falasse e algo o clima esquentou e a gente não aguentou eu me negava aos toques e ao mesmo tempo derretia , eu estava me fazendo de dura e a gente transa .

Acordei e o lado da cama já estava vazio. O lençol frio. Nem precisei tocar pra saber que ele tinha ido embora há horas. Levantei com o corpo dolorido, uma vergonha quente subindo pelo peito quando as memórias da noite voltaram — suas mãos, sua boca, o jeito que ele me chamou de gatinha.

Tomei um banho demorado, deixando a água quente queimar a confusão na minha cabeça. Quando voltei pro quartão, enrolada na toalha, a Rosa já estava lá, arrumando a cama. Ela puxou o lençol e parou. Olhou pras manchas. Deu um sorrisinho que me fez querer sumir.

— Bom dia, dona Isabela — ela disse, sem me olhar, mas com aquele tom de quem sabia exatamente o que tinha acontecido ali.

— Bom dia — respondi, baixinho, e me enfiei no banheiro de novo pra me vestir.

Desci pro café da manhã com um vestido leve, verão, sem conseguir disfarçar o nervoso. A senhora Lyn já estava na mesa, tomando chá como se fosse rainha e eu fosse a súdita atrasada. O Rafael também estava lá. Meu estômago deu um nó quando nossos olhos se encontraram por um segundo — cinza gelado, sem nada do que tinha sido na noite passada.

— Bom dia — eu disse, me sentando.

A senhora Lyn não parava de me olhar. Um olhar diferente. Curioso. Aprovador. Meu Deus, ela sabia. Claro que sabia. A Rosinha devia ter contado antes mesmo de eu sair do chuveiro.

O Rafael comeu em silêncio, respondendo com monossílabos quando a avó perguntava algo. Não olhou pra mim de novo. Como se eu não estivesse ali. Como se ontem não tivesse existido.

— Vou pra empresa — ele disse de repente, se levantando, jogando o guardanapo na mesa.

— Rafael — chamei, antes que ele sumisse.

Ele parou, me olhou por cima do ombro. Eu engoli seco.

— Quando é que eu vou voltar a trabalhar?

Silêncio. A senhora Lyn baixou a xícara devagar.

— Não vai voltar — ele disse. Simples. Definitivo. Como se fosse óbvio.

— Como assim, não vou voltar? — me levantei, a cadeira rangendo no piso. — Eu não faço nada aqui! Só tenho aula de etiqueta, leio livros, fico no quarto vendo teto! Não posso viver assim, eu enlouqueço!

Ele virou o corpo todo agora. Os olhos cinzentos me encarando com aquela frieza que me fazia sentir pequena.

— Vai se acostumar.

— Não quero me acostumar! — minha voz tremia, mas eu não ia chorar. Não na frente dele. — Eu quero trabalhar, quero ter o que fazer, não quero ser um enfeite nessa casa!

Ele me olhou por mais um tempo, um músculo na mandíbula tensionando. Depois virou as costas e saiu. Só ouvi os passos dele sumindo no corredor.

Mentiroso. Filho da puta. Ontem ele tava me abraçando, beijando minha testa, me pedindo pra não fugir. Hoje ele me trata como se eu fosse um móvel.

A senhora Lyn limpou os lábios com o guardanapo devagar. Me encarou com aquele sorriso suave que eu já tinha aprendido a temer.

— Você parece ótima, minha filha. A noite foi agradável?

Senti o rosto queimar. Peguei a xícara de café pra ter o que fazer com as mãos.

— Foi... foi sim, senhora.

Ela inclinou a cabeça, os olhos azuis brilhando.

— Vocês fizeram bastante barulho. Dava pra ouvir lá do meu quarto.

— Meu Deus — engasguei, baixando a xícara com as mãos trêmulas. — Senhora Lyn, me desculpa, eu não sabia que—

— Não se preocupe — ela me interrompeu, calma, ainda com aquele sorriso. — Logo vocês teriam que fazer isso. Melhor que tenha sido cedo.

Eu não aguentei. Levantei da mesa, o coração batendo na garganta.

— Com licença, senhora. Terminei.

Saí sem ouvir a resposta, subindo as escadas quase correndo, as pernas bambas. Quando cheguei no quarto, bati a porta e fiquei encostada nela, respirando fundo. A casa inteira sabia. A empregada, a matriarca, talvez os jardineiros também. Eu era uma prisioneira que tinha transado com o carcereiro e todo mundo tinha ouvido.

O tempo passou. Não sei quanto. O sol foi mudando de posição, a luz no chão se movendo, e eu fiquei lá, deitada na cama, olhando pro teto, esperando ele aparecer. A noite caiu. A Rosa veio, deixou o jantar, perguntou se eu precisava de algo. Eu disse que não. O prato ficou intacto na mesa de cabeceira.

Ele não veio. Mentiroso. Cade a porra do "dorme aqui, não foge de mim"? Cade? Mentira. Tudo mentira.

Adormeci em algum momento, com a raiva apertando meu peito.

De manhã, quando acordei, vi um papel dobrado na mesinha. Um bilhete. Abri com as mãos trêmulas.

"Desculpa por ontem." Só isso. Duas palavras. Nem um nome. Nem um beijo.

O sangue ferveu nas minhas veias. Juntei o papel, amassei com força e joguei no chão. Descalça, pisei em cima quando fui pro banheiro.

Tomei um banho rápido, chamei a Rosa e pedi pra trazer o café no quarto. Quando ela chegou com a bandeja, perguntei, sem conseguir disfarçar a ansiedade:

— O Rafael tá tomando café?

Ela balançou a cabeça, arrumando a xícara na mesa.

— Não, dona Isabela. O senhor saiu muito cedo hoje. Só passou pelo seu quarto pra deixar o bilhete.

Só passou. Não entrou. Não me viu. Deixou o papel como quem deixa um recado pro contador. Mordi o lábio até sentir gosto de sangue.

Duas semanas.

Duas semanas sem ver ele. Duas semanas de aulas de etiqueta, de almoços com a senhora Lyn que pareciam interrogatórios disfarçados de conversa, de noites sozinha na cama ouvindo cada barulho, esperando passos que não vinham. Duas semanas de bilhetes no criado-mudo de manhã, sempre com duas palavras, sempre "desculpa por ontem", nunca um "bom dia", nunca um "sinto sua falta".

Eu odiava ele. E o pior era que eu sentia falta dele.

Numa tarde, tava tendo aula de natação na piscina da mansão. O instrutor, um cara forte, moreno, com um sorriso fácil, me ajudava com os movimentos. Eu tava de biquíni, a água morna contra a pele, o sol batendo nas minhas costas.

— Isso, dona Isabela — ele disse, colocando a mão na minha cintura pra ajustar minha postura. — Agora faz o movimento de braço, respira, solta...

— Sua mão. Tira agora.

A voz veio do nada. Gelada. Cortante. O coração disparou antes mesmo do meu cérebro processar. Levantei a cabeça e vi ele. O Rafael. Parado na borda da piscina, terno escuro, gravata, os olhos cinzentos fixos na mão do instrutor na minha cintura como se ele quisesse arrancar ela no tapa.

— Senhor Rafael — o instrutor tirou a mão na hora, erguendo as duas. — Desculpa, senhor, é só uma aula. Tô ensinando os movimentos de nado, é normal tocar na—

— Tá despedido.

— Senhor, pelo amor de Deus, eu não fiz nada de—

— Despedido. Sai da minha piscina. Agora.

O instrutor me olhou, desamparado. Eu não sabia o que dizer. Ele pegou a toalha, a bolsa, e saiu rápido, quase tropeçando nos degraus.

Eu saí da piscina, a água escorrendo do meu cabelo, do meu corpo. Parei na frente dele, os braços cruzados, furiosa.

— Que porra é essa, Rafael? O cara tava só me ensinando a nadar!

Ele me encarou. O maxilar travado. Os olhos percorreram meu corpo molhado, o biquíni colado na pele, e eu vi alguma coisa mudar no olhar dele. Um brilho. Uma fome.

— Tava fazendo o que deveria fazer — ele disse, a voz baixa, controlada.

— O quê?

— Te proteger.

Bufei, virei as costas e comecei a andar pra dentro de casa, a água formando poças no piso de mármore. Pelo espelho grande perto da porta de vidro, vi ele parado, imóvel, me olhando. Não meu rosto. Minha bunda. O biquíni molhado marcando cada curva. Ele nem disfarçou. Ficou olhando, os olhos escuros, a boca entreaberta.

Subi as escadas resmungando, me jogando na cama ainda molhada. Que idiota. Duas semanas desaparecido e aparece do nada pra mandar embora meu professor de natação. Ciumento. Possessivo. In-su-por-tá-vel.

O celular vibrou na mesa de cabeceira. O nome na tela fez meu coração dar um salto: "Irmão ❤️"

Atendi na hora.

— Bela! — a voz dele, animada, cheia de vida. — Mana, tô ligando porque consegui! Passei no teste, tô no time de futebol da escola! Vou jogar o campeonato regional!

— Meu Deus — minha voz falhou, os olhos enchendo d'água. — Sério? Tô tão orgulhosa de você, meu amor!

— É tudo muito lindo aqui, Bela. A escola, os professores, os amigos. Tô bem. Tô muito bem. E você? Como tão as coisas aí?

— Tão bem também — menti, passando a mão no rosto. — Tudo bem. Fica tranquilo.

— Você merece isso, mana. Tudo de bom. Você sempre cuidou de mim. Agora é sua vez de ser feliz.

Desliguei com o coração apertado. Ele tava bem. Meu irmão tava bem. Era a única coisa que me mantinha nessa casa. O sorriso dele na minha cabeça. A voz dele no telefone. Saber que ele tava seguro, feliz, vivendo a vida que eu nunca pude dar pra ele.

Já era noite. A Rosa foi embora. A casa ficou em silêncio, só o barulho do ar condicionado e, de vez em quando, um carro passando lá fora.

Eu tranquei a porta. Claro que tranquei. Porque ele era um imbecil que sumia por duas semanas e aparecia do nada, demitia meu professor, me olhava como se quisesse me devorar e depois sumia de novo.

Deitei na cama, de shortinho jeans e uma camiseta branca fina, sem sutiã. O calor tava abafado. O ventilador de teto girava, girava, sem dar conta.

Batidas na porta.

O coração disparou. Não precisei perguntar quem era.

— Bela. Abre.

A voz dele. Grave. Rouca. Do outro lado da madeira.

— Vai embora, Rafael.

— Bela, abre a porta. Por favor.

— Vai embora! Você sumiu por duas semanas! Não vou abrir!

Ele bateu de novo. Mais forte.

— Bela, abre. Não vou embora.

— Vai sim! Você sempre vai! Deixa o bilhete de merda e some!

Silêncio. Depois, a voz dele, mais perto, como se ele tivesse encostado a testa na porta.

— Bela... abre pra mim. Desde que eu saí da piscina, não consigo parar de pensar em você. Na água escorrendo no seu corpo. No seu cabelo molhado. No seu cheiro. Abre.

Minhas pernas estavam fracas quando levantei da cama. Meus dedos tocaram a maçaneta. Eu devia deixar ele trancado do lado de fora. Devia mandar ele pra puta que pariu.

Abri a porta.

Ele não pediu. Só entrou, fechou a porta atrás dele, e girou a chave na fechadura. O barulho do metal encaixando ecoou no quarto.

Os olhos cinzentos percorreram meu corpo. A camiseta branca, fina, deixando ver tudo. O shortinho jeans. Meu cabelo cacheado solto, bagunçado. Ele ficou parado, me olhando, a respiração mudando.

— Quem contratou aquele homem? — a voz dele, baixa, controlada.

— Fui eu — respondi, cruzando os braços.

— Por quê?

— Porque eu quero aprender a nadar, ué. Não posso?

Ele não respondeu. Deu um passo na minha direção. Depois outro. Eu recuei, mas minhas costas bateram na beirada da cama.

— Rafael...

— Não, Bela. Não quero mais ouvir palavras.

— Eu tô com raiva de você — minha voz saiu fraca, falhando no final.

— Eu sei. Fala depois. Agora não.

Ele chegou perto. Muito perto. Senti o cheiro dele — colônia, calor, homem. A mão dele subiu, os dedos roçando meu queixo, levantando meu rosto.

— Tô com raiva — repeti, mas a voz saiu um sussurro, e eu tava derretendo, derretendo, e ele nem tinha me tocado direito ainda.

— Depois você fica com raiva — ele disse, a boca perto da minha. — Agora deixa eu te sentir.

Eu coloquei a mão no peito dele, tentando empurrar, mas a palma encontrou o coração dele disparado, e eu não consegui.

— Você sumiu...

— Tava com medo — ele admitiu, a voz rouca, os olhos nos meus. — Do que eu sinto. Do que você faz comigo. Mas agora não to nem aí. Só quero você.

Meu corpo traiu minha boca. Minha mão subiu pro pescoço dele, puxou ele pra perto. Ele gemeu baixinho, baixou a boca até a minha, e me beijou.

Não foi um beijo manso. Foi um beijo de fome, de duas semanas de ausência, de raiva e tesão e saudade misturados. A língua dele invadiu minha boca, e eu mordi o lábio dele de leve, de raiva, mas ele riu contra minha boca e apertou minha cintura com mais força.

Minhas pernas bateram na cama e eu caí sentada, ele foi comigo, os joelhos dele no colchão, o corpo dele cobrindo o meu. A mão dele subiu pela minha coxa, lentamente, os dedos queimando a pele.

— Você usou essa roupa de propósito — ele murmurou, a boca descendo pro meu pescoço. — Sabia que eu ia vir.

— Jura? — respondi, a voz falhando quando os dentes dele morderam minha orelha. — Você que ficou me olhando na piscina igual um tarado.

— Porque você é linda demais — ele roçou o nariz no meu cabelo, respirou fundo. — Tão linda que dói.

As palavras desarmaram alguma coisa dentro de mim. Minhas mãos seguraram o paletó dele, puxando, tentando tirar.

Ele ajudou, se livrando do casaco, da gravata, desabotoando a camisa enquanto eu puxava a camiseta pela cabeça. O short foi embora junto, num movimento apressado.

— Por que você não veio antes? — perguntei, a voz saindo pequena, vulnerável, enquanto ele beijava meu ombro, minha clavícula.

— Porque eu tava com medo de não conseguir ir embora depois — ele respondeu, a boca descendo pro meio dos meus seios. — Medo de esquecer que isso é um acordo. Medo de querer mais.

A verdade dele bateu contra a minha. Fiquei em silêncio, os dedos enterrados no cabelo dele, puxando.

Ele desceu. A boca quente, a língua molhada, traçando um caminho pelo meu estômago, pela virilha. Quando ele chegou lá embaixo, eu já tava molhada, pronta, tremente.

Ele parou. Olhou pra mim por cima do corpo.

— Confia em mim?

— Não — respondi, sincera. — Mas quero que continue.

Ele sorriu. Um sorriso diferente. Quente. Verdadeiro. E abaixou a cabeça.

A língua dele encontrou meu clitóris e eu arqueei as costas, a boca se abrindo num gemido que não pediu licença pra sair. Ele me comeu com a boca como se tivesse morrendo de sede, os dedos abrindo minha carne, a língua firme, no ponto, no ritmo que ele já sabia que me quebrava.

— Rafa... — o nome escapou, e eu senti ele gemer contra mim, vibrando.

Ele subiu, o corpo quente contra o meu, o cock duro pressionando minha coxa. Ele me beijou de novo, e eu senti meu gosto nos lábios dele.

— Me chama de novo — ele pediu, a voz rouca, o cock na entrada de mim.

— Rafa — eu sussurrei, os olhos nos olhos dele.

Ele entrou. Devagar. Me enchendo. Completando. Duas semanas de vazio sendo preenchidas centímetro por centímetro. Eu prendi a respiração, as mãos nas costas dele, as unhas arranhando a pele.

— Bela — ele gemeu, o rosto enterrado no meu pescoço. — Bela, Bela, Bela...

— Fala de novo — pedi, num fio de voz.

— Bela — ele disse, beijando meu ombro. — Minha Bela.

O cock dele dentro de mim, o corpo dele sobre o meu, as palavras dele nos meus ouvidos. Eu me senti inteira. Pela primeira vez em duas semanas, inteira.

Ele começou a se mover. Devagar. Fundo. Cada estocada me empurrando pra cima, me fazendo esquecer a raiva, o bilhete, as duas semanas de ausência. Só existia ele. Só existia agora.

— Vem comigo — ele pediu, a mão descendo, os dedos encontrando meu clitóris, pressionando.

— Tô quase — a voz saiu um gemido.

— Então vem. Vem, gatinha. Me chama.

O orgasmo explodiu, me quebrando em pedaços, e eu gritei o nome dele. Rafa. Rafa. Rafa. Ele enterrou o rosto no meu ombro e se entregou também, o corpo inteiro tenso, o gemido dele quente contra minha pele.

Ficamos ali, ofegantes, suados, colados. O coração dele batendo no meu peito, ou era o meu no dele.

Ele levantou a cabeça, me olhou. Os olhos cinzentos ainda brilhando, a boca entreaberta. Passou a mão no meu cabelo, devagar, e beijou minha testa.

— Tô com raiva ainda — eu disse, mas a voz saiu mole, preguiçosa.

Ele riu baixinho, me puxando contra o peito.

— Amanhã você fica com raiva. Agora dorme.

E eu dormi. Nos braços dele. Sentindo o calor dele, a respiração dele, a mão dele passando devagar nas minhas costas.

Sabendo que de manhã ele ia embora de novo. Sabendo que eu ia acordar sozinha.

Mas agora, naquele momento, ele era meu.

Comments

Be the first to share your thoughts on this chapter.

The End

Thanks for reading