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O Favor
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Chapter 4
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Chapter 4 of 4

Chapter 4

Já se passaram uma mês desde oq a senhora Lyn disse e eu também não deixei ele chegar perto de mim, já era de noite e a Rose vinha escovar meu cabelo e quando terminou ela me passou aquele perfume de novo eu não me apercebi de primeiro e quando dei conta ela pediu desculpas e disse que se enganou e mandei ela embora, quando ela saiu ele aproveitou a oportunidade e entrou, eu mandei ele embora mais ele não quis, e ele tinha trancado a porta, eu perguntei q porra ela estava pensando q estava fazendo, ele estava me olhando de maneira diferente e disse pq raios VC tem que ser tá parecenda comigo e isso me deixa louco , eu disse para ele a diferença entre nós é que eu não sou mentirosa, ele então se aproximou e sussurrou, eu não afeto VC , sendo sincera ele estava, mas é claro que eu não podia mostrar, ele lambeu meu pescoço e eu fiquei mole e cai na cama com ele, ele lambeu meu corpo inteiro e abriu minhas pernas e entrou com dois dedos eu gemi pedindo para ele parar ele perguntou pq , eu tive que contar , eu sou virgem, e aí, ele disse que cuidaram de me , e a gente transa .

Já fazia um mês desde que a velha Lyn tinha soltado aquela bomba. Um mês inteiro de olhares, de corredores que eu atravessava rápido demais, de noites em que eu trancava a porta do quarto e colocava uma cadeira contra ela, como se isso fosse parar alguém. Um mês e eu não tinha deixado ele chegar perto de mim. Nem uma vez. Nem por um segundo.

Era noite quando a Rosa entrou no meu quarto com a escova de cabelo na mão. Ela sempre vinha nesse horário, sempre com o mesmo movimento devagar, os mesmos dedos pacientes desembaraçando meus cachos. Eu fechei os olhos e deixei, sentindo o puxão suave, o ritmo que quase me fazia esquecer onde eu estava.

— Pronto, dona Isabela — ela murmurou, e eu senti o cheiro antes de entender o que era. Aquele perfume. O mesmo da primeira vez. O mesmo que a Lyn mandou passar em mim no dia em que me vestiram feito boneca.

Meus olhos abriram num susto.

— Rosa, o que é isso?

Ela recuou, o vidro ainda na mão, os olhos desviando.

— Me desculpa, dona. Me enganei. Foi sem querer.

— Tá bom. Pode ir.

Ela saiu rápido, quase tropeçando na porta, e eu fiquei ali sentada na cama, sentindo o cheiro subir da minha pele. Baunilha e âmbar. Algo mais escuro por baixo. O perfume que a Lyn escolheu. O perfume que era pra ele.

Eu ia me levantar pra lavar aquilo quando a porta abriu de novo. Dessa vez não era a Rosa.

Era ele.

Rafael entrou sem pedir licença, os olhos cinzentos fixos em mim, e fechou a porta atrás de si. Eu ouvi o clique da chave girando.

— Que porra você tá pensando que tá fazendo? — eu levantei da cama, as pernas firmes, a voz mais firme ainda. — Tá maluco? Sai daqui.

Ele não saiu. Ele ficou parado ali, me olhando de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Não era desprezo. Não era frieza. Era alguma coisa mais quente, mais perigosa, que mexia comigo de um jeito que eu não queria admitir.

— Por que raios você tem que ser tão parecida comigo? — a voz dele saiu baixa, quase rouca. — Isso me deixa louco.

— A diferença entre nós — eu cruzei os braços, sentindo o perfume subir da minha pele, sentindo ele se aproximar sem se mexer — é que eu não sou mentirosa.

Ele deu um passo. Depois outro. A distância entre nós encolheu até que eu sentia o calor do corpo dele na minha pele, o cheiro dele misturado com o meu perfume.

— Eu não afeto você — ele sussurrou, os olhos nos meus, a boca perto demais.

Mentira. Ele tava mentindo e a gente sabia. Eu sentia meu coração batendo no fundo da garganta, sentia minhas permas querendo ceder, sentia o ar ficar mais pesado a cada segundo que ele ficava ali.

— Sai daqui, Rafael.

Minha voz tremeu na última palavra. Ele ouviu. Eu vi o brilho no olho dele quando ouviu.

— Não.

Ele se inclinou e passou a língua no meu pescoço, bem devagar, desde a curva até a orelha. Minhas pernas sumiram. Meu corpo inteiro derreteu como se alguém tivesse cortado todos os fios que me seguravam em pé. Eu caí pra trás e ele caiu comigo, me pegando antes que eu batesse na cama, me deitando sobre os lençóis com um cuidado que não combinava com nada que ele tinha mostrado até agora.

— O que você tá fazendo? — minha voz saiu fina, estranha, e eu odiei o som dela.

Ele não respondeu. A boca dele desceu pro meu queixo, pro canto da minha boca, e eu senti o ar quente quando ele parou ali, esperando. Eu não me mexi. Eu não disse nada. Eu só fiquei parada, o coração batendo tão forte que eu tinha certeza que ele ouvia.

Ele desceu.

A boca dele encontrou meu pescoço de novo, mas dessa vez foi diferente. Mais lento. Mais deliberado. Ele mordeu de leve e eu arquei as costas, um som escapando da minha garganta que eu não consegui controlar. As mãos dele encontraram a barra da minha camisola e subiram, quentes, os dedos abertos contra a minha pele.

— Você é tão linda — ele murmurou contra a minha clavícula, e a voz dele tinha perdido toda a frieza. — Você sabe disso?

Eu não sabia o que responder. Eu não sabia o que pensar. Tudo que eu sabia era que as mãos dele estavam no meu corpo, a boca dele estava na minha pele, e eu não queria que parasse.

Ele puxou a alça da minha camisola e o tecido desceu, revelando meu peito. A boca dele encontrou meu seio e eu gemi, alto, a mão indo parar no cabelo dele sem que eu mandasse. Ele chupou devagar, a língua quente, os dentes raspando de leve, e eu senti o calor se espalhar do meu peito até o fundo da minha barriga.

Ele desceu mais. A boca dele traçou um caminho lento pelo meu corpo, beijando cada curva, cada osso, cada pedaço de pele que encontrava pelo caminho. Minha barriga. A curva do meu quadril. A parte de dentro da minha coxa. Cada beijo deixava um rastro quente, um arrepio que subia pela minha espinha.

— Rafael — eu sussurrei, e meu nome na minha própria boca pareceu estranho.

Ele não parou. A língua dele desenhou círculos na minha pele, subindo, descendo, me levando a um lugar que eu nunca tinha ido. Minhas pernas se abriram sem que eu mandasse, e eu senti a boca dele na parte mais íntima do meu corpo, quente e molhada, e eu perdi o fôlego.

— Espera — minha voz saiu apertada, as mãos encontrando os ombros dele. — Espera.

Ele parou. Os olhos cinzentos subiram até os meus, escuros, cheios de uma coisa que eu não sabia nomear.

— O que foi?

— Eu… — minha garganta fechou. — Eu não posso. Ainda não.

Ele se sentou, me puxou com ele, as mãos quentes na minha cintura. A pausa era quente, esperando, o corpo dele ainda pressionado contra o meu.

— Por quê?

A palavra saiu simples. Direta. Sem julgamento. Só uma pergunta que pedia uma resposta.

Eu olhei pra ele. Pros olhos cinzentos que agora pareciam mais suaves. Pra boca que tinha acabado de estar em cada pedaço do meu corpo. Senti meu estômago revirar, minha boca secar por dentro.

— Porque eu sou virgem.

A palavra ficou no ar entre nós, pesada e frágil ao mesmo tempo. Eu desviei o olhar, esperando o deboche esperando o riso esperando qualquer coisa que confirmasse que ele era o mesmo homem frio que eu conhecia.

Nada veio.

— Então — ele passou a mão no meu rosto, virando minha cabeça devagar, os olhos dele encontrando os meus — então eu vou cuidar de você.

A voz dele era diferente. Mais baixa. Mais séria. Mais perto de alguma coisa que parecia honesta.

— Eu vou cuidar de você — ele repetiu, e dessa vez a mão dele desceu, encontrou a minha, apertou de leve. — Me deixa cuidar de você.

Eu não disse nada. Eu só fiquei ali, sentindo a mão dele na minha, o calor do corpo dele contra o meu, o perfume que a Rosa tinha passado ainda subindo da minha pele. E quando ele se inclinou pra me beijar, eu beijei de volta.

O beijo foi lento. Diferente de tudo que a gente tinha compartilhado até agora. A boca dele se movia contra a minha com uma paciência que eu não sabia que ele tinha, e eu senti meu corpo relaxar contra ele, minhas mãos subindo pro peito dele, sentindo o coração dele bater no mesmo ritmo acelerado que o meu.

— Deita pra mim — ele murmurou contra minha boca, e eu obedeci.

Minhas costas encontraram os lençóis de novo, e dessa vez eu não tava com medo. A camisola já tinha sumido em algum lugar do caminho, e eu senti o corpo nu dele contra o meu, a pele quente, os músculos tensos, a respiração pesada que saía da boca dele e encontrava a minha.

Ele se inclinou e beijou meu pescoço de novo, mas dessa vez foi mais devagar. Mais suave. A boca dele desceu pro meu peito, pro meu seio, e eu gemi baixinho quando ele chupou de novo, a língua quente rodando em volta do mamilo até ele ficar duro.

— Você é tão linda — ele disse de novo, e eu acreditei.

Ele desceu mais. A boca dele traçou o mesmo caminho de antes, mas agora era diferente, agora tinha uma pausa em cada pedaço de pele, um beijo demorado, um carinho que não pedia nada em troca. Ele abriu minhas pernas com as mãos e se deitou entre elas, os olhos cinzentos subindo até os meus.

— Confia em mim?

A pergunta ficou no ar, e eu pensei em tudo que tinha acontecido, em tudo que ele tinha feito, em como eu tinha passado um mês inteiro com medo desse momento. E então eu pensei na mão dele segurando a minha, no beijo dele que não tinha pressa, no jeito que ele tava me olhando agora, como se eu fosse alguma coisa preciosa.

— Sim.

Ele beijou a parte de dentro da minha coxa. Devagar. Com um cuidado que fez meu coração apertar. A boca dele subiu, beijando, mordendo de leve, até chegar no centro do meu corpo, onde eu tava molhada e quente e aberta pra ele.

— Você tá tão molhada — ele murmurou, a voz rouca, os olhos escuros. — Isso é pra mim?

— Sim — eu sussurrei, e a palavra saiu mais honesta do que eu esperava.

Ele lambeu. Devagar. A língua quente encontrou o ponto mais sensível do meu corpo e eu gemi, alto, as mãos encontrando o cabelo dele sem que eu mandasse. Ele riu baixinho contra minha pele, a vibração subindo pelo meu corpo, e eu senti o orgasmo se aproximar antes mesmo de entender o que estava acontecendo.

— Calma — ele disse, a boca ainda perto de mim. — Ainda não.

Ele subiu devagar, beijando meu corpo pelo caminho, pausando em cada lugar que me fazia tremer. Os lábios dele encontraram os meus num beijo molhado e demorado, e eu senti o gosto de mim mesma na boca dele, senti a língua dele pedindo entrada, e eu abri a boca e deixei ele entrar.

A mão dele desceu entre nossas pernas, encontrou o caminho lento até o centro do meu corpo. Primeiro um dedo, deslizando devagar, testando. Eu prendi a respiração.

— Relaxa — ele sussurrou contra minha boca. — Relaxa pra mim.

O dedo entrou, devagar, e eu senti a pressão, o estiramento, uma sensação nova que não era dor, mas era intensa. Ele esperou, me deixou me acostumar, a boca dele ainda na minha, as mãos dele acariciando meu corpo.

— Mais um — ele disse, e o segundo dedo entrou junto com o primeiro, abrindo mais, esticando mais, e eu prendi o ar e senti meus olhos encherem d'água.

— Tá doendo? — ele perguntou, a voz baixa.

Eu balancei a cabeça. Não era dor. Era só… muito. Muita sensação. Muita coisa ao mesmo tempo. Ele moveu os dedos devagar, dentro de mim, e eu senti o prazer se misturar com o desconforto, senti meu corpo começar a relaxar, senti a umidade aumentar.

— Tô pronta — eu sussurrei, e ele me beijou de novo.

Ele se posicionou entre minhas pernas, e eu senti a ponta do pau dele encostar em mim, quente e dura. Ele olhou nos meus olhos.

— Se doer, você fala. A gente para. Tá bem?

Eu balancei a cabeça.

Ele entrou. Devagar. Centímetro por centímetro, os olhos dele nunca saindo dos meus, a mão dele apertando a minha. Eu senti o estiramento, a pressão, e então uma dor aguda que fez eu prender a respiração e apertar os olhos.

— Tá doendo? — ele perguntou, parando, o corpo dele imóvel dentro de mim.

— Só um pouco. Continua.

Ele continuou. Devagar. Com cuidado. Até que eu senti o corpo dele inteiro contra o meu, o peito dele contra o meu peito, o rosto dele enterrado no meu pescoço, a respiração dele quente na minha pele.

— Você é minha agora — ele murmurou contra minha pele, e a voz dele tremia. — Você entendeu? Você é minha.

Eu não respondi. Eu só passei as mãos pelas costas dele, sentindo os músculos tensos, sentindo o corpo dele inteiro se apoiar no meu. E ele começou a se mover.

Devagar no começo. Cada movimento cuidadoso, como se ele tivesse medo de me quebrar. Eu sentia cada centímetro dele dentro de mim, sentia o movimento dele se tornar mais seguro, mais confiante, e eu comecei a me mover com ele, os quadris encontrando o ritmo dele.

— Isso — ele gemeu, a boca perto da minha orelha. — Isso, gatinha. Assim.

O movimento acelerou. A mão dele encontrou meu rosto, virou minha cabeça, e ele me beijou com uma fome que eu nunca tinha visto nele. A língua dele na minha língua, o corpo dele contra o meu corpo, o som molhado dos nossos corpos se encontrando enchendo o quarto.

— Tô perto — ele murmurou, a voz rouca, a respiração pesada. — Vem comigo.

A mão dele desceu entre nossos corpos e encontrou meu clitóris, pressionando, rodando, e eu senti o orgasmo subir como uma onda, me engolir inteira, me jogar num lugar onde não existia nada além do corpo dele e do meu corpo e da sensação de finalmente, finalmente, finalmente.

— Rafael!

O nome dele saiu da minha boca como um grito, e eu senti meu corpo inteiro se apertar em volta dele, senti ele gemer, senti ele se enterrar mais fundo e se derramar dentro de mim, quente e molhado e cheio.

Ele ficou parado em cima de mim por um longo tempo, a respiração pesada, o corpo quente, os braços me segurando como se eu fosse desaparecer se ele soltasse. Eu passei a mão no cabelo dele, sentindo os fios pretos entre meus dedos, e ele levantou a cabeça e me olhou.

Os olhos cinzentos estavam diferentes. Mais abertos. Mais vulneráveis. Mais perto de alguma coisa que parecia medo.

— Você não vai fugir de mim agora, vai? — a voz dele saiu baixa, e tinha alguma coisa na pergunta que não era ameaça. Era quase… medo.

Eu passei a mão no rosto dele, nos lábios que tinham beijado cada pedaço do meu corpo.

— Não.

Ele se deitou ao meu lado, me puxou contra o peito dele, e eu senti o coração dele batendo no mesmo ritmo acelerado que o meu.

— Dorme aqui.

Não era uma pergunta. Mas também não era uma ordem. Era alguma coisa no meio, que pedia sem pedir, que esperava sem esperar.

— Tá bem.

Eu fechei os olhos, sentindo o corpo dele quente contra o meu, sentindo o cheiro dele misturado com o meu perfume, sentindo o cansaço pesar nas minhas pálpebras. E antes de dormir, eu senti os lábios dele na minha testa, só um segundo, tão leve que eu quase pensei que tinha imaginado.

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