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O Favor
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O favor da bella
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Chapter 1 of 2

O favor da bella

VC é minha

O ar do restaurante caro me gelou os braços assim que o Rafael terminou de falar.

Eu olhei pra ele, pra aquela cara de CEO que não pedia, ordenava, e a sopa que eu tinha tomado antes pareceu virar cimento no meu estômago.

"Um acordo", eu repiti, a voz saindo mais baixa do que eu queria.

"Exato." Ele não tirou os olhos cinza de mim. Eram frios, avaliadores, como se eu fosse um relatório financeiro com um erro de digitação. "Você salvou minha avó. Lyn gostou de você. Ela raramente gosta de alguém. Isso tem um valor."

"E por isso você me levou pra cá a força? Por isso me trancou no seu escritório mais cedo?" A raiva fez o calor subir no meu pescoço. Lembrei daquela sala, dos livros de couro, das suas mãos em mim. Do meu próprio corpo traindo-me, curvando-se pro toque dele mesmo enquanto minha cabeça gritava pra correr.

Rafael inclinou a cabeça, um movimento quase imperceptível. "Isso foi... um teste. E uma confirmação."

"Confirmação do quê?"

"De que, apesar do uniforme feio e da cara de susto permanente, você reage." Ele disse isso com uma naturalidade que me deixou sem ar. "Reage com calor. Com sinceridade. É isso que ela vai querer ver. Uma fachada plausível."

Eu fechei os olhos por um segundo. A voz da Camila, minha amiga, ecoou na minha cabeça. *Bela, faz esse favor pra mim, leva esse chá e essa sopa pro andar de cima, tô cheia de coisa pra fazer.* O favor. A porta pesada do escritório. A velha senhora, Lyn, com os olhos claros e inteligentes me esquadrinhando enquanto eu tentava não derrubar a bandeja. Ela engasgando. O pânico. Minhas mãos, por instinto, puxando ela pra frente, fazendo a manobra. O alívio. E depois… os olhos dela brilhando. *Esta. Gostei desta.*

E os seguranças. Dois homens enormes, entrando no escritório do Rafael sem bater, sob um aceno seco da matriarca. Eu gritando, lutando, sendo carregada. O olhar do Rafael, impassível, observando a cena como se fosse uma reunião de logística.

Agora, aqui, ele esfregava na minha cara a proposta.

"Deixa eu ver se eu entendi", falei, abrindo os olhos. Minhas mãos estavam tremendo debaixo da mesa. Eu as apertei no colo. "Sua avó me escolheu como noiva potencial pra você. Você, que nem me conhece, aceitou porque… ela gostou? E você precisa casar por… negócios?"

"Família. Negócios. É tudo a mesma coisa." Ele pegou o copo de vinho, rodou o cabo lentamente. A luz baixa do restaurante pegou na cicatriz discreta na sua mão. "Eu não quero uma esposa de verdade. Quero uma solução. Alguém que more na casa, apareça nos eventos, sorria pra Lyn e não crie problemas. Alguém que entenda a… natureza transitória do arranjo."

Transitória. A palavra pairou entre a gente, feia e clara.

"E em troca?", minha voz estava rouca.

"Em troca, você deixa de ser Isabela Costa, funcionária do setor de logística com um salário que mal paga o aluguel do seu cubículo na Zona Leste. Você vira a Sra. Silva. Morará em uma das minhas propriedades. Terá uma mesada que fará o salário do seu chefe parecer esmola. Sua família será cuidada. Sua mãe terá o tratamento médico que precisa." Ele fez uma pausa, deixando cada palavra afundar. "E, quando o arranjo não for mais necessário, você será… dispensada, com uma compensação generosa o suficiente para nunca mais precisar trabalhar."

Ele falou de minha mãe. Ele investigou minha vida. O constrangimento e a raiva se misturaram, formando um nó na minha garganta. Era verdade. Tudo era verdade. A dívida do hospital, a minha luta diária, o cansaço que ia até os ossos.

"E a parte… física?", a pergunta saiu num sussurro.

Os olhos cinza dele escureceram. Foi a primeira mudança real que eu vi nele essa noite toda. Não era calor. Era posse. "Faz parte da fachada plausível. Lyn é muitas coisas, boba não é. Ela vai esperar ver… afeto. Conexão." Ele inclinou-se para frente, os cotovelos na mesa. O cheiro dele, algo amadeirado e caro, invadiu meu espaço. "E como você mesmo confirmou hoje, Isabela, a química não é um problema. Você pode me odiar com todo seu ser. Mas seu corpo…" Ele deixou a frase morrer no ar, e meu estômago deu um nó diferente, quente e vergonhoso.

Ele tinha razão. No escritório, com a porta trancada, suas mãos pesadas puxando meu quadril contra ele, sua boca roubando meu ar… eu tinha gemido. Tinha me curvado. Tinha esquecido, por segundos que pareceram uma eternidade, que ele era meu sequestrador.

"Eu não te odeio", murmurei, olhando para os meus dedos entrelaçados. Era uma mentira fraca.

"Não?", a voz dele era um risco de veludo. "Que bom. Facilita as coisas."

O garçom apareceu, discreto, para recolher os pratos. A interrupção foi um alívio cortante. Enquanto ele mexia os talheres, eu senti o olhar do Rafael queimando meu perfil. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza que dava pra ouvir.

Quando ficamos sozinhos de novo, ele não voltou ao assunto. Em vez disso, falou do próximo passo. "Você vai sair daqui comigo. Vamos para a minha casa. Suas coisas serão recolhidas do seu apartamento amanhã. Você não precisa voltar lá."

"Meu trabalho…"

"Foi resolvido. Você pediu demissão por motivos pessoais."

A realidade do controle dele me esmagou. Tudo resolvido. Tudo decidido. Eu era um peão sendo movido num tabuleiro que eu nem conhecia as regras.

"E se eu disser não?", desafiei, levantando o olhar para encará-lo.

Ele não sorriu. Não ficou irritado. Apenas levantou uma sobrancelha. "Você pode. Pode levantar agora, sair desse restaurante e voltar pra sua vida. Com a dívida do hospital. Com a sua mãe piorando a cada mês porque o plano básico não cobre o especialista que ela precisa. Com a Camila te olhando com pena porque você ‘perdeu a chance da sua vida’." Ele inclinou-se mais um pouco. A sua perna, debaixo da mesa, tocou a minha. Foi um contato breve, calculado. Um choque. "Mas você não vai dizer não, Isabela. Porque você é pragmática. E porque, no fundo, você quer saber como seria."

"Como seria o quê?"

"Ser possuída por alguém como eu. Sem pedidos. Sem sutilezas. Só tomando."

A boca ficou seca. Entre as minhas pernas, uma pulsação traidora e úmida respondeu por mim. Eu o odiei naquele momento. Odeiei mais do que pensei ser possível.

Ele viu. Leu a confusão e o desejo no meu rosto como se fosse um livro aberto. Lentamente, ele estendeu a mão sobre a mesa, palma para cima. Uma ordem silenciosa.

Eu olhei pra aquela mão. Grande. Capaz. Com a cicatriz que eu não sabia a história. A mão que tinha me segurado com força no escritório, que tinha aberto minha blusa com eficiência brutal.

Minha respiração ficou curta. O som do restaurante—os talheres, os sussurros, o piano ao fundo—desapareceu. Só existia aquele espaço entre a mão dele e a minha.

Com um tremor que veio das profundezas, eu levantei minha mão. Coloquei-a na dele.

Seu fechamento foi instantâneo. Quente. Apertado. Não era um aperto de mão. Era uma captura.

"Boa garota", ele disse, baixinho. A palavra não era um elogio. Era uma marca.

Ele se levantou, puxando-me com ele. Meus joelhos estavam fracos. Ele deixou algumas notas em cima da mesa—não olhou sequer para o valor—e guiou-me para fora, sua mão firme na base da minha coluna. Todo mundo no restaurante devia estar olhando. A garota comum, desengonçada no vestido barato que a Camila me emprestou, sendo conduzida pelo CEO mais cobiçado e temido da cidade.

O carro—preto, silencioso, cheirando a couro novo—estava à porta. O motorista já estava de pé, segurando a porta aberta. Rafael me guiou para dentro, entrou atrás de mim. A porta fechou com um baque surdo, isolando-nos do mundo.

O interior era escuro, apenas as luzes da cidade cortando as janelas escuras. Ele não soltou minha mão.

"A casa fica na Aclimação. Não é a principal. É… privada." Sua voz soou diferente no espaço confinado. Mais próxima. Mais perigosa.

Eu não respondi. Só olhei para frente, sentindo o calor da pele dele contra a minha, a umidade na minha calcinha que me envergonhava. O carro começou a se mover, suave.

De repente, ele puxou minha mão, colocando-a sobre sua coxa. O tecido fino do terno era quente. Duro. E, sob ele, eu senti o contorno inconfundível, o volume rígido e pesado do corpo dele respondendo à proximidade.

Eu tentei puxar minha mão. Ele prendeu.

"É seu agora também. Faz parte do acordo." Sua outra mão veio até o meu queixo, forçando meu rosto para o lado, para que eu olhasse para ele. Na penumbra, seus olhos eram apenas dois pontos de prata incandescentes. "Você pode fechar os olhos e pensar na dívida do hospital. Pode pensar no quanto me odeia. Mas seu corpo vai aprender a responder a mim. Vai aprender a ficar molhada só com a minha voz. A tremer só com o meu toque. É uma cláusula não-escrita, Isabela. A mais importante."

Seu polegar passou pelo meu lábio inferior, pressionando. A boca se abriu um pouco, por instinto. Ele aproveitou, deslizando a ponta do polegar para dentro, tocando meus dentes.

Um gemido preso subiu na minha garganta.

Ele sorriu. Foi a primeira vez que o vi fazer isso de verdade. Não era gentil. Era voraz. "Já está aprendendo."

O carro deslizou por portões altos que se abriram silenciosamente. Parou em frente a uma casa moderna, linhas retas, vidro e concreto, iluminada por luzes discretas.

Rafael saiu, veio até o meu lado e abriu a porta. Estendeu a mão novamente. Dessa vez, eu não hesitei. Coloquei minha mão na dele e saí.

O ar da noite estava fresco. Ele não me levou para a porta da frente. Guiou-me por um caminho lateral, até uma porta de vidro que dava diretamente para um quarto enorme. Um quarto que claramente era dele. A decoração era minimalista, fria. Uma cama larga, baixa, ocupava o centro. Tudo em tons de cinza e preto.

Ele fechou a porta atrás de nós. O silêncio foi absoluto.

Me soltou então, e ficou parado, me observando, como se me visse pela primeira vez. Eu estava tremendo, mas mantive o olhar fixo nele, desafiando, mesmo com o coração a mil.

"Aqui", ele disse, a voz rouca. "É onde a fachada cai."

Ele começou a se despir. Não com pressa, não com teatralidade. Com a mesma eficiência com que fazia tudo. O paletó foi jogado sobre uma poltrona. A gravata, puxada e deixada cair. Os botões da camisa foram abertos um a um, revelando o peito largo, definido, com uma leve camada de pelos escuros. Ele não era apenas um homem de escritório. O corpo dele contava a história de alguém que se exigia em tudo.

Quando ele ficou de pé apenas de calça, o fecho ainda fechado mas o volume lá embaixo distorcido e óbvio, ele parou. Olhou para mim.

"Sua vez."

Era uma ordem. Simples. Clara.

Minhas mãos geladas subiram até o zíper do lado do vestido. Meus dedos falharam na primeira tentativa. Eu senti o olhar dele pesando sobre mim, aquecendo minha pele, constrangendo e excitando ao mesmo tempo. Consegui. O zíper desceu com um ruído áspero.

O vestido, um empréstimo da Camila que era um pouco apertado nos seios, cedeu. Eu mexi os ombros e ele escorregou, formando uma poça de tecido barato no chão de madeira escura. Fiquei de pé só de sutiã, calcinha simples e salto alto—também emprestados.

Ele não se moveu. Seus olhos percorreram meu corpo, lentamente, da ponta dos cabelos cacheados soltos até os dedos dos pés pintados de vermelho, um detalhe meu, não da Camila. A avaliação era tão íntima quanto um toque. Meus mamilos endureceram contra o tecido do sutiã, traindo-me.

"Tira o resto", ele ordenou, suave.

Eu respirei fundo. As alças do sutiã escorregaram dos meus ombros. O fecho na frente foi um desafio, mas meus dedos, mais obedientes agora, o abriram. O sutiã caiu. O ar frio do quarto bateu nos meus seios, nos bicos duros e sensíveis.

Ele soltou um som baixo, gutural. Algo que poderia ser aprovação.

Abaixei-me, com uma instabilidade por causa dos saltos, e puxei a calcinha para baixo das pernas. Fiquei nua. Exposta. Tremendo não de frio, mas de uma excruciante mistura de vergonha e antecipação.

"Venha aqui", ele disse.

Eu atravessei a distância entre nós, os saltos fazendo eco no silêncio. Parei a um passo dele. O calor do corpo dele era uma fornalha. O cheiro dele, intensificado, dominava tudo.

Suas mãos vieram até os meus seios. Não com carícia. Com posse. Ele os moldou nas palmas, os polegares esfregando os mamilos até doerem e ficarem ainda mais eretos. Eu engoli um gemido.

"Você é minha", ele sussurrou, a boca perto do meu ouvido. A afirmação não era doce. Era uma declaração de guerra. "A partir de agora, tudo isso é meu. Esse gemido preso na sua garganta é meu. Essa respiração ofegante é minha. Essa…" Uma de suas mãos desceu, passou pela minha barriga, pelos meus pelos pubianos, e encontrou o centro molhado e latejante entre as minhas pernas. "...essa necessidade é minha."

Dois dedos dele deslizaram por toda a minha fenda, encharcados instantaneamente na minha umidade. O som foi obsceno. Um chilro baixo escapou dos meus lábios.

Ele enterrou os dedos em mim, de uma vez, até as juntas.

Meu corpo arqueou, um espasmo de choque e prazer tão intenso que minhas pernas quase cederam. Eu gritei, baixo, e agarrei seus braços para não cair.

Ele começou a mover os dedos dentro de mim, um ritmo implacável, profundo, me estudando por dentro. Seu olho nunca deixou o meu. Eu tentava manter o contato, mas meus olhos rolavam, fechavam, a onda de sensação era avassaladora. A vergonha, a raiva, tudo se dissolvia no puro fogo físico que ele acendia.

"É isso", ele rosnou, sentindo meus músculos se contraírem em volta dos seus dedos. "É isso que eu comprei."

O orgasmo veio rápido, brutal, sem aviso. Ela me invadiu, um tremor violento que começou lá onde seus dedos me invadiam e explodiu por todo meu corpo. Eu gritei, meu corpo todo se enrijeceu contra ele, meus dedos cravando nas suas costas.

Ele me segurou enquanto eu tremia, enquanto as ondas de prazer me sacudiam. Quando os espasmos começaram a diminuir, ele retirou os dedos, lentamente, e os levou à boca. Ele me olhou nos olhos enquanto lambia minha essência deles, sem piedade.

"Minha."

Então, suas mãos foram para o fecho de sua calça. O som do zíper foi o mais alto do mundo. Ele a empurrou para baixo, junto com a cueca, e seu cock surgiu, escuro, imponente, veias salientes, a cabeça já úmida. Ele era grande. Assustadoramente grande.

Ele me puxou para a cama. Minhas costas afundaram no colchão firme. Ele se posicionou entre minhas pernas, que se abriram por memória muscular. Ele pegou seu cock numa mão, alinhou a cabeça com minha entrada, ainda pulsante e sensível do orgasmo.

Ele não entrou. Apenas pressionou. A ameaça daquele tamanho, daquela invasão, fez meu estômago virar de medo e desejo.

"O acordo começa agora", ele sussurrou, seu rosto a centímetros do meu. Seus olhos eram buracos negros, consumindo tudo. "Diga que entende."

Eu olhei para ele, para o homem que comprou meu corpo, minha vida, com uma proposta que eu não podia recusar. O gosto do meu próprio prazer ainda estava na boca dele. O cheiro dos nossos corpos misturados enchia o quarto.

Minha boca se abriu. A palavra saiu rouca, quebrada, mas clara.

"Entendo."

Ele empurrou.

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